quinta-feira, 28 de julho de 2011

Do poeta para sua amada...
Preso na mais sombria masmorra, que é o coração de um homem  apaixonado declara o poeta para sua musa inspiradora...

Os dias se findam. 

As noites me parecem diferentes, não mais o aroma que exalava nas nossas noites de amor.

O desejo mais sublime que tenho, estar próximo de você, parece estar mais distante da possibilidade de realização. E a única esperança que posso ter, está escondida na tua vontade de me pertencer mais uma vez. 

Percebo uma última chance, saltar do abismo da solidão e tentar encontrar-te no mais profundo de meu âmago. Onde habitas apenas como uma lembrança, e não tens como fugir. Dentro em mim há uma fortaleza que nem os mais terríveis exércitos poderiam ultrapassar. Só a força do meu amor é capaz de adentrar esta fortaleza, e me permitir   ver- te.

A linda donzela, que roubando a beleza dos mais insignes astros do universo, conquistou para si toda a perfeição das criaturas, e nada existe de mais encantador que teu sorriso, extrato das belas flores do campo. Nada supera teu olhar, nem se o compararmos com o azul do céu numa manhã de verão. 

Ó minha amada, nem mesmo se todas as belas deusas do Olimpo estivessem juntas numa só mulher, superariam tua indelével beleza.

E por não poder gozar mais dessa tua presença, contento-me em observar, desta masmorra que são meus pensamentos, tua imagem que se faz presente em mim.
                                                                                                                                                                      
     


Alisson Paulo Gomes.     
                                                                                                                                                                             Rio Largo - AL 
22 de jul. 2011 -   00:45


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